19/05/2025

6 vezes em que vemos o coração de Jesus em ação - e o que isso significa para nós

Jesus demonstra seu coração

 

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.

 

O que Jesus falou em Mateus 11.29 é manifestado por suas ações, como vemos repetidas vezes em todos os quatro Evangelhos. O que ele é, ele faz. Sua vida demonstra seu coração. Considere os relatos dos Evangelhos:

 

Quando o leproso diz: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me", Jesus imediatamente estende a mão e o toca, com as palavras: "Quero, fica limpo!" (Mt 8.2,3). A palavra vontade, tanto no pedido do leproso quanto na resposta de Jesus, é a palavra do grego que significa "desejo" ou "anseio". O leproso estava perguntando qual era o desejo mais profundo de Jesus. E Jesus revelou seu desejo mais profundo ao curá-lo.

 

Quando um grupo de homens traz seu amigo paralítico a Jesus, o Senhor está tão ansioso para ajudar que nem espera que eles falem primeiro: "Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados." (Mt 9.2). Antes que pudessem abrir a boca para pedir ajuda, Jesus não conseguiu se conter - palavras de segurança fluíram.

 

Viajando de cidade em cidade, "Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas" (Mt 9.36). Então, ele os ensina e cura suas doenças (9.35). Sua misericórdia entra em ação assim que vê o desamparo das multidões.

 

A compaixão vem em ondas repetidas vezes no ministério de Cristo. Sua compaixão o leva a curar os enfermos: "compadeceu-se dela e curou os seus enfermos." (Mt 14.14). Leva-o a alimentar os famintos: "Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer" (15.32). Faz com que ele ensine as multidões: "compadeceu-se deles [...] E passou a ensinar-lhes muitas coisas" (Mc 6.34). E leva-o a enxugar as lágrimas dos que estão tristes: "Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!" (Lc 7.13). A palavra do grego que significa "compaixão" em todos esses textos refere-se às entranhas de uma pessoa. É uma maneira antiga de se referir ao que surge de dentro. Essa compaixão reflete o coração mais profundo de Cristo.

 

Os Evangelhos nos dizem duas vezes que Jesus desabou e chorou. Em nenhum dos casos isso ocorre por uma tristeza pura ou por conta de uma dor consigo mesmo. Em ambos os casos, a tristeza é por outro - em um caso, Jerusalém (Lc 19.41) e, em outro, seu amigo Lázaro, que tinha acabado de morrer (Jo 11.35). Qual foi sua angústia mais profunda? A angústia dos outros. O que comoveu seu coração a ponto de chorar? As lágrimas dos outros.

 

• Repetidas vezes, são os moralmente repugnantes, os socialmente odiados, os desobedientes e os indignos que não só recebem a misericórdia de Cristo, mas também são aqueles de quem Cristo mais se aproxima. Ele é o "amigo de    pecadores" (Lc 7.34).

 

Ações revelam entranhas

 

Quando tomamos os Evangelhos como um todo e consideramos a imagem total que nos é dada de quem é Jesus, o que mais se destaca?

 

Assim como os golfinhos não podem deixar de pular e as macieiras não podem deixar de dar maçãs, não podemos deixar de fazer o que está dentro de nós. O coração se revela em nossas ações. E, se as ações de Jesus refletem quem ele é em seu mais profundo ser, não podemos evitar a conclusão de que o que mais o atrai é a queda que ele veio desfazer.

 

Isso é mais profundo do que dizer que Jesus é amoroso, misericordioso ou gracioso. O testemunho dos quatro Evangelhos é que, quando Jesus Cristo vê a queda do mundo ao seu redor, seu impulso mais profundo, seu instinto mais natural, é mover-se em direção ao pecado e ao sofrimento, não para longe dele.

 

Vez após vez, no ministério terreno de Jesus Cristo, seu coração se recusou a deixá-lo dormir até tarde. A tristeza o confrontou em todas as cidades. Em todos os lugares, sempre que era confrontado pela dor e a saudade, mas abraçava a todos com misericórdia purificadora.

 

O pregador inglês Thomas Goodwin disse: "Cristo é amor coberto de carne".  Apenas imagine. Se a compaixão se vestisse de um corpo humano e andasse ao redor desta terra, como seria?

 

Não precisamos especular.



 

Esse artigo é uma adaptação de O coração de Jesus, de Dane C. Ortlund, nosso mais novo lançamento da Biblioteca Magna!